la sistematizacion em pontuações
-silambuze quem quiser ler
as idéias estão pontuadas soltas, para voarem - o leitor cria seu
sentido en su leitura...
(o ato de ler es tan inventivo quanto escribir)
a lei estabelece, mas a vida acontece na prática cultural e subjetiva
tenta-se ligar teoria e prática, porem ni siempre acontece
ha muchas colonizações – todos los días - por veces se discutem tabus sem
quebrar tabus
normas atrapalham as vivências – o grupo se constrói por si próprio, e não por
fora
aconteceram micro-faltas-de-respeito a diferenças enrustidas: e o tal do direito
de decidir de cada um?
enquanto isso, eu vou devolvendo meus sentimentos com a mesma intensidade, porem
por outras vias
fui percebendo a necessidade de equilíbrios:
entre momentos só e momentos coletivos
momentos de estudo e de pausas
momentos racionais e momentos
espirituais
momentos urbanos e momentos com a
natureza
momentos de turbulência e momentos de
calmaria
momentos humano e momentos animal
vivencias tribais, místicas, e assim
por diante...
conhecimento para mim é experiência e é só vivendo que vivimos
las experiencias mutam vivencias se não ficar solamiente na teoria
a saúde e a educação, para mim, têm de ser exercidas em liberdade
e há muito perigo nas receitas prontas de intelectualóides
estudo o outro pois ele me afeta e eu o afeto nas relações, mas a minha causa é
a mim mesmo
a importância que dou ao outro se constrói pelo sentimento que estabeleço em
vivencia,
não é por uma idéia de altruísmo ou de solidariedade
os conflitos vão caminhando para possibilidades de caminos e potencialidades
alguns momentos senti limitações, e percebi que desobedecer é essencial para
viver bem e tener salud
por vezes a ‘não-participação’ es participativa – hay diferentes ramificaciones
de participação
não há ´onde chegar´, mas o que caminhar... vivenciar e escolher os próximos
caminhos nas passagens
cada um vive a sua paisagem, não somos iguais: todos os modos de subjetivação
são lícitos
num certo momento todos queriam pular, lembrando que foder faz bem
eu crio a minha justiça na relação – sou eu mesmo minha sentença, meu juiz e meu
juri
não ha uma liberdade, mas ideologias de liberdade
não ha uma espiritualidade, mas diferentes experiências espirituais
é tudo muito particular e subjetivo, cada estrela tem suas cores e movimentos
somos planetas, asteróides, estrelas, cometas e constelações em mutação
constante
escrito em são paulo, 14 de febrero de 2008 (rev. em 07.03.08)
mesclando atividades, movimentos e reflexões do curso e pós-curso do cesep e
colegas. tá bom.
clube da luta
"Você não é
seu emprego ou o dinheiro que possui", "as coisas que você possui acabam te
possuindo", tudo o que é preciso para esse sistema funcionar são de pessoas para
produzir de um lado, e pessoas para consumir, de outro. Que o gasto com a
produção seja baixo e o valor do produto, alto. O que gera o tal do lucro de
alguns, fomentando a ganância. E, o pior de tudo, é que somos nós os que
produzem e consomem, assim servimos de baterias condutoras desses processos.
"Essa é a sua vida e está acabando a cada minuto".
Por que não
consumir somente o que realmente precisamos? Por que consumimos qualquer coisa
que a propaganda tenha veiculado aos nossos sentidos? Por que nos submetemos a
trabalhar em serviços que não gostamos? Tyler diz que “A propaganda nos faz
correr atrás de coisas e a trabalhar em empregos que odiamos para comprar
porcarias de que não precisamos."
Isso tudo
gera uma cultura do individualismo egoísta que exclui a existência do outro como
pessoa, cada um quer se importar com seu dinheiro pois o que almeja são objetos
a serem comprados, é o 'ter' e não 'ser'. "Você nem quer saber onde moro, o que
sinto, como alimento meus filhos ou como vou pagar o médico se ficar doente”.
Não podemos
esquecer que vamos morrer um dia que e a nossa vida terá sido sempre a mesma se
não mudar a maneira de encarar as relações, e, quando morrermos não teremos mais
nada de nada, principalmente não teremos nós mesmos – o que passamos por muito
tempo deixando de lado. "Estamos arriscados a morrer a qualquer hora, a tragédia
é que não morremos.".
“Fomos
criados pela televisão para acreditar que um dia seríamos ricos, estrelas de
cinema e do rock, mas não seremos, e estamos aos poucos aprendendo isso", Tyler
Durden.
pouso alegre, outubro de 2008
ética, respeito e relações de poder
É preciso
muito cuidado quando se fala em necessidade de respeito, de ética, de liberdade
e de limites. Como se delimitar o que é respeito para um e para outro? Qual a
liberdade que cada um é permitido de exercer a outrem? Qual o limite de cada um?
Como agir com respeito com pessoas diferentes de mim?
Percebe-se
que há um distanciamento entre respeitar e a necessidade de ser respeitado, pois
são duas instâncias diferentes, ou seja, eu posso tratar pessoas de maneira que
é respeitosa para mim, porém pode ser que essa minha maneira não seja a mesma
que as pessoas com quem estou lidando aprenderam ser respeitosa. Um ato que para
mim é de respeito pode ser interpretado como desrespeito.
Ética e
respeito são, então, temas relativos – que possuem diferentes maneiras de se
interpretar e de se relacionar por diferentes pessoas – diferenciam-se de acordo
com o conteúdo cultural e subjetivo de cada sujeito. O que então diferencia uma
relação de respeito para uma relação de desrespeito? Como ter o conhecimento
prévio do que é respeito para cada pessoa para se agir respeitosamente? Como
delimitar o que é respeito para mim a cada pessoa antes mesmo que ela me
desrespeite?
As questões
levam a difíceis respostas, principalmente por se tratarem de relações tão
sutis, pequenas, complexas e difíceis de serem descritas, que muitas vezes não
são dialogadas e sim delimitadas pelo exercício do poder. Muitas vezes o
desrespeito acontece num olhar repressivo, numa punição, numa manutenção de uma
tradição limitadora. Agora parece que o respeito está muito ligado à maneira em
que se estabelecem e realizam as relações, os jogos de poder, a democracia, os
espaços de cada um, o uso da autoridade, a repressão, etc.
A democracia
é nos ensinada como justa mas, enquanto a maioria elege um candidato, a minoria
têm de suportá-lo, e isso é justo? O que é justo então, a declaração universal
dos direitos humanos? o cristianismo? o george bush? o pt? o anarquismo? o
existencialismo? a psicanálise?
Nesse caso
não encontro solução, definição se define então, sem definição..
pouso alegre, 18 de março de 2008
paisagens
Cada
paisagem configura-se num todo pseudo-particionado, completo e faltoso,
subjetivo e inconsciente, orgânico e concreto. São meros símbolos as palavras
que tento utilizar para descrevê-lo, imperfeitos ideais de coisa, o que não é se
[se aproximar] nem se [distanciar], mas tal-vez associar.
Descrever
qualquer paisagem é um ato ingênuo, pois esta se vivencia, é uma experiência,
não um conceito. Os comentários são com intenção de intensificar vivências, não
para se guardar conceitos e ficar parado como um sábio-tolo.
Na
arte, a paisagem pode ser associada às performances, onde se entrelaçam ações
improvisadas; mixando poesias, músicas, danças, apresentações teatrais,
pressupostos conceituais, ... O que a torna uma arte performática, uma arte de
paisagens, cenas complexas, multifatores, rizomas e reações.
Um
de meus eus percebe o quanto tenho eus que são meus e eus que não são meus, quem
sabe um equilíbrio fosse uma saída, porém não sei mais o quanto me vale essas
saídas ideais, antes fossem saídas práticas, simples, bobas.
Disto
que se lê, o primordial é que se aplique na vida. E não é somente o que se
vivencia, é isto inicialmente, para depois ser mais e mais forte e tornar-se
outro.
De
costume, não gosto de escrever muito. Os que escrevem muito parecem, muitas
vezes querer dizer verdades, e não é isso o que pretendo, mas sim escrever para
mim, sobre relações e vivências, relações sobre idéias de relações, relações
entre idéias de verdade, mutações entre experiências práticas. Quando se escreve
muito, se delimita idéias e vivências, cortes, tempos e vidas; ou se distancia
por demais do que se pretende? parece ser como enxerga. O poder é subvertido
quando não se exerce ou quando não se permite que seja exercido e nada mais para
esse trecho. A estética que se costuma utilizar na escrita e no livro não é,
pois, o que se parece com as revoluções tecnológicas e vivencias atuais. Como
muito mudou e muito permaneceu, o que permaneceu se mantêm distante. O
pragmatismo da linguagem mantêm paradigmas que já não se correspondem com as
vivências, que se realizam em paisagens e em movimentos, que não se decodificam
da mesma maneira que a repetida.
Regras
sociais, valores, linguagens, amores e dores se estabilizam em pequenos grupos
sociais: normas de seitas religiosas, de escolas, famílias, empresas, grupos de
amigos. Porém na sociedade elas se multiplicam, se interferem, se chocam, se
alteram, se decompõem, se transmutam e, de repente, já não são quase nada do que
antes eram.
Não
me vem ao caso que o outro pense ou diga que estou louco para com o que escrevo,
é minha particularidade enquanto pessoa, minha diferença que está em questão,
não um ‘conceito’ a ser defendido. Muitas vezes quando se diz algo à alguém a
crítica se mantêm pois o outro é visto como ‘doutor de verdades’, como se esta
fosse a função dos livros e da linguagem: enunciar verdades. Alguns ‘não
concordam com o que escreveu o autor de tal livro’, ou ‘não concordam com o que
diz o colega’. O autor escreve para ele, o outro fala para si mesmo, eu para mim
e você para você; cada um sua visão de mundo diferente, cada um sua paisagem,
sua brisa.
Perna
cheia de picadas de insetos, pés sujos, acabei de lavá-los no tanque. O escritor
não é o que pára em frente à folha, faz sua reflexão e escreve sua ‘idéia’ em
palavras, mas escreve no intervalo do tempo, na fila do banco, na viagem de
ônibus; é sujeito de outras vivências e escreve por outras circunstâncias. Não
há anunciador de nada, o importante para mim agora é que quero tomar um pouco de
café. Algo meu não se trata de uma verdade, mas de uma construção momentânea,
uma brisa. Não agir por pressuposto talvez seja uma das condições para a
liberdade, para um caminho outro... Não responder é, muitas vezes, mais
libertário do que dizer algo... O simples fato de se cumprimentar alguém já
exclui uma espécie de liberdade. Uma linguagem diferente pressupõe e propõe uma
vivência diferente, única e liberta de outros pressupostos anacrônicos, ideais e
'a prioris'.
A
construção que se busca com isso é a construção do nada, que deriva de uma
paisagem [outra] experimentada. A escrita propõe um segmento, as vivências
des-segmentam-se os segmentados. A voz do silêncio e as meditações do budismo
tibetano proporcionam a escuta do que não há. Com uma tesoura pode-se cortar
palavras que se interessa de um texto e personaliza-lo, desmonta-lo e remonta-lo
da maneira que preferir. Enquanto alguns eus ficam de fora, os que se mostram
aparentam ser o todo.
A
descrição das paisagens, não termina, pois sai do texto para além, da imagem e
da sensação momentânea, voa nas potencialidades que cada um socar. Onde há
planta, há planta, onde não há, há planta em potencial. A paisagem está aí, a
diferença brota do nada, e o que importa agora é brotar.
bruno,
nobru e outros, 7 de março de 2007
sobre o trabalho educativo dialético
O
trabalho educativo é uma atividade humana
construtora da existência e da sociedade,
através dele, criam-se maneiras de ser e
agir no mundo. A sala de aula é um espaço de
construção do que queremos para o mundo.
Esse trabalho não deve ser um peso para os
educadores, nem para os educandos, mas
realizado por interesse em ensinar e
interesse em aprender. Na sala eu não sou
professor nem aluno, sou Bruno. Não deixo de
ser eu ao entrar na escola.
A
escola é um espaço de encontro humano, que
promove comunicação através do diálogo, de
direito de falar e dialogar, num processo de
conflitos e construções. A atividade
educativa deve proporcionar uma expansão na
visão de mundo através de vivências
transformadoras tanto para alunos quanto
para professores, incentivando a
criatividade, a imaginação e a
experimentação. O trabalho é potencializador
da existência humana e de seus jeitos de
ser, onde são lícitas uma infinidade de
maneiras de subjetivação, desde que
conscientes e responsáveis por suas
escolhas.
O
processo educativo transforma a relação
entre alunos e professores e conecta a
aprendizagem na vida política e prática de
cada um, criando novos contextos, novas
maneiras de ser e agir, novas relações e
diferentes possibilidades de se inserir no
mundo. A metodologia deve se pautar por
novas leituras da realidade, desligando-se
da herança ditatorial e da submissão à
alienação dos meios de comunicação de massa,
e se sustentar num projeto libertador,
fazendo uma análise sobre os seres humanos e
suas maneiras de se inserir no mundo.
O
trabalho dialético é totalmente diferenciado
do trabalho da pedagogia tradicional, ele
visa muito mais o contato das pessoas e o
conflito humano vivencial, do que com normas
institucionais limitadoras. A escola deve
ser vista como espaço de construção e não
como um espaço pronto, como disse o filósofo
pré-Socrático, Heráclito de Éfeso, nada está
pronto, tudo está em permanente construção e
desconstrução e reconstrução.
A
primeira tarefa do ensino dialético é
desaprender as velhas tradições que destroem
a verdadeira originalidade e o caminho da
prática da dialética é a abertura para a
plenitude da existência. A educação
tradicional é uma educação de massa ela é
fruto da economia de massa, da propaganda de
massa e do mecanicismo. Na pedagogia
dialética, é essencial o engajamento do
estudante. O conhecimento parcial da
pedagogia tradicional é um insulto à
necessidade de integralidade e de
diversificação da prática dialética
Os
professores não possuem um saber maior do
que os alunos, eles possuem saberes
diferentes. A pedagogia dialética rompe com
os papéis tradicionais de aluno e de
professor: o que vale é a originalidade,
onde não há dicotomia entre trabalho e
lazer. Os recursos audio-visuais são meios,
o que os facilita é a relação. Esse texto
está em processo, tal como a vida...
maio de 2008
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